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Actividades durante
o mês de Junho 1971
Durante o
mês de Junho, o In manteve as características de actuação neste
Sub- Sector, com flagelações , emboscadas e implantação de
engenhos explosivos.
Implantou
armadilhas na área de Olivença, destruiu pelo fogo a estrutura
de madeira da ponte Lumbiza na picada MACALOGE- UNANGO e colocou
1 mina A/C reforçada com 30 petardos de trotil , nas
proximidades da referida Ponte.
De 08 a
13 JUN 71, com Héli- transporte, foi executada a OP. “JAGUAR lll,
na qual tomaram parte 03 companhias deste B. Caç. 2667, 2668, e
2669 na região da Serra JÉCI, margens do RLISANGE e Mte
CHITAGALO.
O IN
flagelou e emboscou por diversas vezes as NT às quais causou 1
morto (Soldado).
Nesta
operação foi causado ao In 1 morto, capturados elementos da
população sob controle In, capturadas armas, documentos,
destruídas mais de 7 Ha de machambas e muitas palhotas.
Foi
também destruída a “Escola MANIAMBA” e capturados ainda muitos
livros de religião Muçulmana e destruída a Base CHILOWELO com 10
palhotas.
Como
consequência desta operação, é de admitir que tenha resultado
desarticulação da organização In na Serra JÉCI, quer pela
envergadura da acção, quer pela destruição de meios de vida e da
insegurança causada às populações sob o seu controle, cuja
confiança deve ter ficado mito abalada.
É muito
provável que o In disperse e leve a efeito acções de represália,
como a que se verificou em 12 Jun 71, com a destruição pelo fogo
da Ponte Lumbiza e com a implantação de 1 mina A/C reforçada com
30 petardos de trotil nas proximidades da referida Ponte.
O pelotão
de Sapadores deste B. CAÇ em apenas dois dias de trabalho
intensivo, reconstruiu a citada Ponte que ficou novamente a dar
passagem a todo o tipo de viaturas.
A mina
A/C anteriormente referida, foi detectada pelas NT e levantada
por motivos operacionais, detectação que ficou a dever-se mais
uma vez á notável acção dos pesquisadores P- 158.
As duas
armadilhas implantadas pelo In na área de OLIVENÇA, tendo uma
sido accionada voluntariamente pelas NT (denúncia da sua
localização por 1 Milícia da A. Administrativa) e outra
accionada involuntariamente quando se procedia a uma batida no
local. Este engenho causou ferimentos a 1 Sargento, 5 praças e a
um elemento da população.
Verificou-se que a armadilha accionada voluntariamente pelas NT
estava muito bem montada, quer no aspecto de camuflagem, quer no
aspecto de sensibilidade.
O engenho
explosivo involuntariamente accionado, tinha o arame de tropeçar
cerca de 3 metros para cada lado do trilho, o que põe em
evidência o facto do In já se ter apercebido da nossa progressão
a corta-mato, mas por vezes a curta distância dos trilhos
existentes, o que mais uma vez serve de ensinamento para as NT
que devem preocupar-se, durante a progressão no mato, em
afastarem-se o mais possível dos trilhos ou picadas existentes
na área de operações.
No
período, as NT deram continuidade a intensa actividade
operacional. Continuou o Comando deste Batalhão a envidar todos
os esforços no sentido de uma eficiente protecção às colunas
tácticas e logísticas, com pesquisa de engenhos explosivos, e
protecção contínua e descontínua dos itinerários.
Foi assim
possível continuar a manter-se uma completa segurança a todas as
colunas em movimento nos itinerários existentes neste SUB-SECTOR,
sem quaisquer ocorrências ou danos pessoais ou materiais,
conforme se verificou durante o mês de Junho e se tem verificado
desde que este B.Caç. entrou em sector há 16 meses.
O
armadilhamento dos flancos e pontos críticos do itinerário
(pontes e pontões), o qual prosseguiu nos últimos meses, deve
estar na origem da notável diminuição de colocação de engenhos
explosivos em todos os itinerários.
Nota-se
também óptima mentalização em todo o pessoal integrado nas
colunas, factor muito importante e que é de salientar.
Além da
Op “JAGUAR lll” a que já foi feita referência, foram executadas
diversas operações com missão de batida, destruição de todos os
meios de vida do In, montagem de emboscadas , procura insistente
de guerrilheiros In por toda a parte, tendo em vista obter
informações referentes á localização dos seus locais e refugio e
á captura de documentos e de material de guerra.
É também
sempre tentada a recuperação de populações sob controlo In
exercendo-se sobre as mesmas adequada acção psico-social.
Sem
contacto com o In, foram executadas as seguintes operações:
C.CAÇ. 2668
Operações
“ALCAVALA 3 e 4”
C.CAÇ 2669
Operações
“ALICATE 3 e 4”
3ª. CCAÇ/BC 20
Operações
“ALJUBE 1, 2, 3, 4 e 5”
Em 21de
Junho, por via aérea, visitaram MACALOGE, S.Exª. Revª . Capelão
- Mór das forças armadas Brigadeiro D. António dos Reis
Rodrigues e Exmº Comandante do SECTOR A, Coronel – Tirocinado
Vasco António Lopes da Eira.
Acção Psicológica Conduzida pela Unidade
No
período, tem sido dada continuidade á acção psicológica
desenvolvida por esta unidade, nomeadamente com assistência
médico – sanitária, alimentação fornecida ás escolas e população
inválida.
Construíram-se no aldeamento de maior densidade populacional de
MACALOGE 2 Balneários piloto improvisado, constituído cada um
por uma bateria de 3 bidons de 200 litros, com chuveiros
cromados, sendo um destinado a homens e outro a mulheres. Cada
balneário tem a capacidade de 1200 litros e os bidons são cheios
pelo carro da água da unidade, duas vezes por dia, podendo tomar
banho 3 pessoas simultaneamente em cada. Procede-se a
acabamentos de estrados e esgotos improvisados.
Os
recintos foram fechados por paliçadas feitas de bambu e capim e
tem um aspecto atraente.
Solicitou-se uma banja a fim de ensinar homens e mulheres a
utilizarem-se dos balneários e a fazerem um aproveitamento
económico da água existente nos mesmos.
EVOLUÇÃO DA LUTA ANTI – MINAS NO SUB-SECTOR ASA (Março de 1970 a
Junho de 1971)
01.
Esta Unidade assumiu a responsabilidade do Sub – Sector ASA em
16 de Março de 1970.
02.
Do antecedente e até á data indicada na alínea anterior, não
havia minas a considerar no itinerário V. Cabral – Unango-
Macaloge – Paúila, fazendo-se o deslocamento em viaturas
isoladas, sem qualquer receio e sem medidas de segurança.
03.
No dia 23 de Março de 1970, isto é, 7 dias após ter assumido a
responsabilidade da Z. A. , o In destruiu a Ponte de betão
armado, sobre o Rio LUMBIZA, com o comprimento aproximado de 20m
utilizando uma carga de trotil, calculada em mais de 50 Kgs. TNT
aplicada junto dos encontros e tabuleiro da Ponte.
04.
Alguns dias depois, entre 5 e 23 de Abril de 1970, enquanto
decorria a primeira Coluna Logística do Batalhão, foi a unidade
surpreendida pelo accionamento involuntário de Minas A/C e A/P
no troço de MACALOGE a PAÙILA, compreendida entre coordenadas
(3523.1226) e (3525.1214), que causaram 3 feridos muito graves
(sem pernas), 2 feridos ligeiros e a destruição de 2 viaturas
Berliets.
05.
A colocação de minas por parte do In, continuou em ritmo
crescente até qur em Maio/ Junho se verificou existir á carga da
C.C.S., 2 pesquisadores de Minas P-158, em estado impecável de
conservação, aparentemente com o aspecto de nunca terem sido
usados.
06.
Entretanto provada a eficientíssima acção dos pesquisadores
P-158, coordenada com o armadilhamento de todas as pontes e
pontões e ainda alguns troços do flanco Oeste do I.P.R. além de
outra medidas de carácter operacional de segurança dos flancos
do próprio itinerário ( em uso nesta unidade) o aspecto da
guerra de minas tomou novo rumo neste Su- Sector .
07.
Pelo gráfico junto em anexo se podem tirar as seguintes
conclusões:
a)
Estudando-se a curva
representativa dos engenhos explosivos, verificando-se uma
acentuada descida de valores durante os meses de MAIO, JUNHO
e JULHO de 1970, devido certamente á acção de
armadilhamento levado a efeito pela unidade em alguns pontos do
flanco Oeste do I.P.R. e pontos sensíveis do itinerário (pontes
e pontões).
b)
Verifica-se uma notável subida nos meses de Agosto e
Setembro, correspondente ao período de abertura da picada
PAÚILA – OLIVENÇA (época seca, única em que é possível
executar Colunas Logísticas para esta última localidade.
c)
Atinge
esta curva o ponto culminante no mês de NOVEMBRO, por
corresponder ao período em que foram levadas a efeito acções
contra a BA MOOLA, durante as quais foram capturadas e
levantadas elevada quantidade de minas A/C e A/P, especialmente
por intermédio de um prisioneiro – AIDE BUNANIA
que acompanhado por elementos das NT levantou 16 Minas A/C e 6
Minas A/P.
d)
Nos meses
seguintes, esta curva acompanha sensivelmente as representações
dos feridos graves, feridos ligeiros e de viaturas parcialmente
destruídas.
e)
Conforme
demonstra o gráfico junto, embora elevados os valores dos
engenhos explosivos implantados pelo In, são relativamente
baixos os danos causados às NT tanto em pessoal como em viaturas
auto.
Julga-se que estes resultados são devidos em grande parte às
considerações feitas em 06.
QUADRO ESTATISTICO DE MINAS E ARMADILHAS IMPLANTADAS PELO IN
DESDE
A
ENTRADA DO B.CAÇ.2908 NO SUB – SECTOR ASA
|
MINAS E ARMADILHAS |
ACCIONADAS |
LEVANTADAS |
FORNILHOS E ARMADILHAS |
TOTAL |
|
A/C |
A/P |
A/DUPLA |
A/C |
A/P |
A/DUPLA |
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Do antecedente |
23 |
6 |
- |
56 |
16 |
5 |
4 |
110 |
|
TOTAL |
23 |
6 |
- |
56 |
16 |
5 |
4 |
110 |
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