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COLUNA DE REABASTECIMENTOS A
PAUÍLA.
MACALOGE
– PAUÍLA
Relatório:
1. -
SITUAÇÃO
- Em 05 ABR 70 saiu
de Macaloge a coluna de reabastecimento destinada a C. Caç 2669
de Puíla, escoltada pelo 2º G. de Comb. da C. Caç. 2667 que
devia render o destacamento do Rio MOOLA continuando a coluna a
ser escoltada a partir daquele Rio por um grupo de Comb. da
2669, o 2º G. de Comb. encontrava-se comandado pelo Senhor
Alferes Miliciano
Alexandre Medina
Correia.
No mesmo dia cerca
das 09H30 no cruzamento da picada de MAJOELA ( 3523.1223,B) a
segunda viatura da coluna ( BERLIET ) accionou com o rodado
esquerdo dianteiro uma mina anti-carro obrigando a mesma a
saltar violentamente, a deslocar-se pelo ar cerca de cinco
metros, cair da picada e embater numa árvore. Não houve baixas a
registar, havendo estragos materiais.
Em virtude do
acontecimento regressou a este aquartelamento o Comandante da
escolta com uma das secções dando conhecimento ao comando do B.
Caç. do facto mencionado
– Em 05 12H00
regressou ao local a mesma secção acompanhada pelo Pel. Rec. Inf.
e do Excelentíssimo 2º Comandante do Batalhão. Chegado ao local
determinou-se que o Pel. Rec. Inf. batesse o flanco Oeste
do itinerário em profundidade de forma a tentar obter
informações sobre trilhos ou outros indícios de presença
inimiga.
Determinou-se
igualmente que o 2º G. Comb. patrulhasse o itinerário para
Norte a partir do local do rebentamento. Em 05 cerca das
17H00 regressou ao Comando o Exmo 2º Comandante com a informação
de que o 2º G. Comb. tinha encontrado cerca de um Km a Norte do
primeiro incidente 2 pontões dinamitados e completamente
destruídos pelo IN.
2. –
MISSÃO
- Após uma
reunião do Comando do B. Caç. na noite de 05 decidiu-se que o
signatário seguisse para o local de acção na madrugada seguinte
acompanhado de uma equipa de desempanagem a fim de assumir o
Comando das forças citadas e com missão dirigir a construção
dos dois pontões destruídos de forma a permitir que o 2º G. Comb.
continuasse a progressão para o RIO MOOLA e de recuperar para
este aquartelamento a viatura minada. Simultaneamente foi dada
ordem ao 3º G. Comb. da C. Caç. 2667, estacionada no RIO MOOLA
para se deslocar para o Sul a fim de estabelecer contacto
com as forças referidas.
3. - EXECUÇÃO
- Em 06 6H00 segui
com a secção de desempanagem para a zona de acção onde contactei
com a secção do 2º G. Comb. que se encontrava de vigilância á
viatura minada.
Após ter ordenado á
secção de desempanagem que se ocupasse da recuperação da
viatura, avancei para os pontões onde contactei o Pel. Rec. Que
se encontrava a proceder á reconstrução. Tendo recebido a
informação que o 2º G. Comb. com o respectivo Comandante e ainda
o Comandante do Pel. Rec. Tinham avançado com o intuito de picar
o itinerário, desloquei-me á frente cerca de um Km tendo
estabelecido contacto com aquela força. Daqueles dois Oficiais
recebi a informação que tinham sido detectadas naquele local (
3523,5.1222.5 ) duas minas (nº2 e nº3 ) PMD ( URSS) reforçadas
com diversos petardos de T.N.T. Igualmente me foi dada a
informação pelo Comandante do Pel. Rec. que tendo patrulhado a
mata até aos contra fortes da SERRA SANGA, não
tinha sido detectado qualquer vestígio Inimigo.
Como a força
referida já tivesse tomado a iniciativa de, utilizando o método
da corda tentar accionar os referidos engenhos sem sucesso,
determinei que os mesmos fossem balizados e que uma Sec. se
deslocasse ao Comando do B. Caç. afim de no regresso trazer o
equipamento necessário á destruição. Entretanto ordenei que uma
secção do 2º G. Comb. que avançasse mais sobre o itinerário,
continuando a picar pois era de prever que o IN tivesse
implantado mais minas. Foi também ordenado ao Comandante do Pel.
Rec. para recuar até aos pontões referidos e proceder o mais
rapidamente possível á sua reconstrução.
( 2 ) – Em 06 16H00 foi
estabelecido contacto com o 3º G. Comb. vindo do RIO MOOLA do
comando do Senhor Alferes Miliciano
Rodrigues Pinto.
Como aquele grupo
apresentasse um grande desgaste devido á marcha que realizou
durante toda á noite e portanto não estivesse em condições de
utilização operacional imediata, ordenei-lhe que seguisse para o
local do primeiro rebentamento a fim de recuperar fisicamente e
montar vigilância á viatura minada, libertando desta forma a
Secção do 2º G. Comb. que ali se encontrava. Pelo Senhor Alferes
Pinto
fui informado
que cerca de 5 km a Norte dos pontões destruídos se
encontrava outro pontão dinamitado, mas que a partir daí até ao
RIO MOOLA, os outros existentes se encontravam intactos.
( 3 ) – Em 06 17H00 regressou o 2º G.
Comb. tendo recebido a informação do Senhor Alferes
Correia
que
no local de coordenadas ( 3523.1221,5 ) tinha
detectado mais uma mina do mesmo tipo (nº 4 ) e que a mesma ao
ser retirada com acorda accionou somente a espoleta pelo que
aquele Senhor Alferes a levantou.
( 4 ) - Em
06 17H15 tendo sido concluída a reconstrução dos dois pontões,
foi feita a transposição até ás proximidades do local onde se
encontravam as minas nºs. 2 e 3 pelas duas BERLIETS restantes e
respectivas cargas. Anteriormente as minas foram destruídas.
( 5 ) – Em 06
17H30 no local inicial ( junto ao cruzamento da picada para
MAJOLELA)
foi accionada pelo
atrelado de uma tonelada rebocada por UNIMOG uma mina anti-carro
/ nº 5 ) dando origem a prejuízos materiais e ainda aos
seguintes feridos:
- Soldado nº
09333669 – C. Çaç. 2667 – TORCATO FARIA DE AZEVEDO –
ferimentos graves na perna direita e braço direito.
- Furriel Miliciano
C. Caç. 2667 – CARLOS MANUEL MILHO DA CONCEIÇÃO
ferimentos aparentemente ligeiros na coluna vertebral junto aos
rins.
- Soldado nº
03853969 C. Caç. 2667 JESUINO FREITAS DA SILVA contusão
no pé esquerdo.
TODOS
FORAM EVECUADOS.
( 6 ) – Como
entretanto estivesse a anoitecer ordenei que o 2º G. Comb. e o
Pel. Rec. montassem segurança na zona das minas nºs 2 e 3 (
3523,5.1222,5 ) e o 3º G. Comb. que procedesse de forma idêntica
na zona do primeiro rebentamento. Foram igualmente dadas ordens
para que se montasse emboscadas nas imediações dos
estacionamentos.
( 7 ) Em 07
7H00 após uma reunião com os Comandantes do 2º G. Comb. e Pel.
Rec. decidi que se abrisse o itinerário nos cinco Kilómetros
seguintes até á terceira ponte destruída a fim de detectar
possíveis minas e reconstruir aquele pontão de forma a permitir
a continuação da progressão até ao RIO MOOLA do 2º G. COMB. e
das duas Berliets restantes e respectivas cargas. Por isso
planeou-se um dispositivo com duas guardas de flanco (
missão de protecção á equipa de picagem e detecção de
vestígios inimigos) uma equipa de picagem
( missão de detecção de minas) seguindo das
duas BERLIETS e de uma guarda da retaguarda . durante a
progressão até á ponte não foram detectadas minas na picagem,
tendo a guarda de flanco do lado esquerdo ( OESTE )
detectado os seguintes vestígios:
- Em ( 3523.1222 )
–tentativa de derrubo mal sucedida , com explosivo de uma árvore
de grande porte com a possível finalidade de estabelecer uma
abatiz.
- Em ( 3523.1222 ) –
no interior da mata, pequeno monte de terra proveniente de
buraco para implantação de mina.
(8 ) – Em 07 1200 as
guardas de flanco e a secção de picagem atingiram o terceiro
pontão destruído, tendo as viaturas parado cerca de 30m á
retaguarda. Após a montagem de segurança ordenei que só
iniciassem os trabalhos de detecção de possíveis armadilhas nos
destroços da ponte e reuni os Oficiais a fim de se decidir a
melhor forma de se proceder á reconstrução. Nesta altura fomos
surpreendidos por forte explosão junto ás BERLIETS que se
encontravam á retaguarda, tendo verificado que o soldado nº
05207669,
JOSÈ ANTÒNIO DA MOTA VIEIRA
da C. Caç. 2667 que tinha sido transportado numa viatura, ao
saltar da mesma para a berma caiu em cheio sobre a mina nº ( 6 )
de que lhe resultaram ferimentos muito graves ( Amputação das
duas pernas )
e nos braços.
Imediatamente ordenei que se transmitisse a ocorrência pela
rádio e se pedisse a evacuação. Como o posto de rádio que até
ali tinha funcionado em perfeitas condições se tivesse avariado
e como os gritos do ferido afectassem a moral do pessoal,
ordenei ao maqueiro que procedesse aos socorros necessários,
tentasse acalmar o ferido com os meios ao seu alcance que o
levasse juntamente com uma secção numa BERLIETS ao local do
primeiro rebentamento, ali o transferisse para um UNIMOG a fim
de o conduzir a MACALOGE para posterior evacuação.
(9) – Em 7
1400 o 1º Cabo sapador 06260469, CARLOS ALBERTO MIRANDA MENDES
detectou uma mina PRD- 6 reforçada ( nº 7 ) a cerca de dois
metros da que foi accionada anteriormente. Imediatamente foi
destruída.
( 10 ) – Em
07 1500 ouvimos novo rebentamento sobre o itinerário a cerca
de um kilómetro e meio a sul do pontão onde nos encontrávamos .
Sendo enviada uma patrulha de ligação fui informado que a
BERLIET que tinha transportado á rectaguarda , já no regresso
tinha accionado nova mina anti-carro (nº 8), sem que houvesse
desastres pessoais havendo no entanto prejuízos materiais.
(11 ) – Em
virtude da ocorrência anterior decidi que o 2º G. Comb. não
poderia continuar o percurso para o RIO MOOLA pelo seguinte:
1- Falta de
enfermeiro e material sanitário.
2.- Falta de
meios de comunicação.
3 – Das três
BERLIETS que transportavam carga encontrarem-se duas minadas e
imobilizadas em locais diferentes.
Pelo
que decidi:
1- Dar
ordem ao 2º G. Comb. para recuar para Sul cerca de 1, 5 km de
forma a continuar o maior número possível de viaturas e carga,
montar o a segurança e aguardar pelos meios de Transmissões,
sanitários e praças de reserva necessários á reparação local, em
possível das viaturas, e posterior continuação de cumprimento da
missão.
(12) –Em 07
1600 do itinerário até ao local do primeiro rebentamento.
Durante a progressão foram detectados próximo da picada (
3523.1222) vestígios de duas fogueiras sem dúvida de acampamento
dos grupos de sabotarem do IN.
(13) – Em 07
1800 chegados ao local do primeiro rebentamento contactamos co o
2º Comandante por quem nos foi entregue novo posto de rádio,
material sanitário e respectivo enfermeiro.
(14) – Em 08
700 ordenei ao 3º G. Comb. que se deslocasse para p terceiro
pontão a fim de proceder á sua reconstrução e estabelecer
contacto com as tropas da C. Caç. 2669 vinda o Rio MOOLA.
Entretanto ordenei que se tentasse concentrar todas as viaturas
junto ao 2º G. Comb. o que não foi possível devido ao estado das
mesmas.
(15) – Em 08
1430 chegou vindo de MACALOGE a equipa de desempanagem a fim de
tentar recuperar as viaturas. Como a terceira BERLIET, única que
não tinha sido minada estivesse avariado junto ao 2º G. Comb.
dei-lhe ordem para ali se deslocasse e tentar recupera-lo.
(16) – Em 08
1500 foi detectada nova mina PMC – 6 reforçada (nº9) a 10 metros
do primeiro rebentamento ( entrada da picada da MAJOLELA ) pelo
1º cabo sapador nº 06260469. CARLOS ALBERTO MIRANDA MENDES.
Imediatamente foi destruída.
(17) – Em 08 1530 sou
informado pelo Senhor Oficial
Correia
que junto
do seu
grupo, quando se pretendia rebocar a
BERLIET mencionada em (15) e quando o 1º Cabo
nº 15157769,
JOAQUIM
RIBEIRO PINTO da C. Caç. 2667,
contornava a referida viatura pela berma da picada accionou uma
mina anti – pessoal (10) de que lhe resultou ferimentos graves
( perna esquerda amputada ) . Dei ordem imediata para a sua
evacuação.
(18) – Em 09
1000 como se tornasse impossível fazer avançar as viaturas
(informação da secção de desempanagem) e parecendo que a única
solução a tentar, embora difícil fosse tentar rebocar as
viaturas para MACALOGE, recebi do Comando do B. Caç. autorização
para tomar a seguinte decisão, anteriormente proposta:
1 – dar ordem
ao 3º G. Comb. para regressar após ter cumprido a missão de
reconstruir a ponte e de estabelecer contacto com a CC 2669.
2 – dar ordem
ao 2º G. Comb. para continuar a guarda a toda a carga e viaturas
irrecuperáveis. Essa carga seria posteriormente transportada
pela tropa de PAUÌLA ( se este tivesse meios para isso ) ou
pelas viaturas deste B. Caç. depois de recuperadas.
3 – Tentar
rebocar as viaturas para MACALOGE com auxilio da equipa de
desempanagem e do Pel. Rec.
( 19) – Em 09
1600 regressamos a este Comando com as viaturas minadas tendo
ainda executado um patrulhamento sobre o flanco ESTE do
itinerário.
(20) – Em 09
1900 regressaram a este Comando o 2º G. Comb. com as restantes
viaturas após terem feito o transbordo da carga para viaturas da
C. C. 2669, que seguiram para a sua base, tendo-se conseguido
desta forma atingir o objectivo.
4.
–
ESTADO DAS UNIDADES
Sendo a abertura do
itinerário minado uma das operações mais cansativas no as pecto
psicológico e considerando que a tropa interveniente se encontra
em Sector há menos de um mês, considero que o comportamento do
pessoal quer no aspecto de moral e de disciplina quer ainda no
de eficiência para combate foi BOM.
É ainda de assinalar
que e as tropas se mantiveram cinco dias em operações, sempre as
ração de combate e que aliado ao desgaste físico e psicológico
provocado pelas reconstruções de pontões, patrulhas e
rebentamentos de engenhos explosivos nas diversa direcções com
vários feridos graves não representa as condições ideais para
uma atmosfera de excelente disposição. Julga no entanto que o
comportamento da tropa, nestas condições constitui um factor
altamente positivo.
(5) – Pelo que
me foi dado a observar, concluo:
1º - Que o IN
deve ter abordado o itinerário por OESTE, fazendo-se aproximar
de mesmo possivelmente por locais diferentes para cada individuo
com a finalidade de evitar trilhos.
2º - Que o IN
deve ter tido a finalidade de evitar a todo o custo o
reabastecimento de PAUÍLA ou ainda o objectivo de desviar as
atenções de qualquer outra acção para ele mais importante. Em
qualquer dos casos é claro que pretendeu conseguir estragos
materiais e possível mente desmoralizar uma tropa recém –
chegada da Metrópole
3º - Que o
grupo IN entre sabotadores , elementos de segurança e
carregadores era necessariamente grande pela quantidade de
material empregado.
4º - que a acção
inimiga no que diz respeito a planeamento e execução parece ter
sido rápida e perfeita.
5º - que os
especialistas de sabotagem do IN são bem treinados como prova a
quase total destruição com explosivos dos pontões e a excelente
técnica de implantação de minas . A este respeito cumpre-me
dizer que a maior parte das minas foram implantadas em terreno
bastante duro o que causa dificuldades á detecção por picagem.
-
COMPORTAMENTO DO PESSOAL
Conforme já foi dito
todo o pessoal, Oficiais, Sargentos e Praças se
comportou de forma excelente, demonstrando calma, sangue frio e
procurando sempre cumprir as missões que lhe foram confiadas
prontas e completamente. Devo no entanto distinguir
especialmente:
-
ALFERES MILº.-
ALEXANDRE MEDINA CORREIA
- Oficial calmo,
ponderado e possuidor de elevado prestigio entre o pessoal da
sua companhia, conduziu o G. de Comb. que comanda de forma
excelente. Dotado de coragem e sangue frio deu permanentemente o
exemplo colocando-se sempre na posição de maior risco,
nomeadamente junto das suas equipas de picagem.
-
ALFERES MILIº. -
MANUEL DA COSTA PINTO HESPANHOL
– da mesma forma que
o seu camarada foi um excelente auxiliar do Comando.
Distinguiu-se pela forma como cumpriu as missões que lhe foram
confiadas e pela preocupação que permanentemente demonstrou de
dar o exemplo ao seu G. Comb. sem olhar a riscos ou
incomodidades.
-
1º CABO . -
ANTÓNIO AUGUSTO TEIXEIRA GONÇALVES
- Elemento extraordinariamente desembaraçado e de inesgotável
energia constituiu sem duvida um dos pilares desta operação em
que participou voluntariamente . Quando os engenhos explosivos
implantados pelo IN rebentavam em várias direcções, o 1º Cabo
Gonçalves desprezando o perigo que corria e numa admirável
demonstração de vontade, deslocava-se ao longo da picada
desatolando viaturas e desempenhando conforme as circunstâncias
qualquer missão, nomeadamente de electricista, mecânico ou
condutor auto. Revelou qualidade de abnegação, de desinteresse e
de sacrifício exemplares, mostrando-se sempre digno de ocupar os
postos de maior risco, pela afirmação constante da reconhecida
coragem.
-
SOLDADO MAQUEIRO
– ANTÓNIO
MONTEIRO VALENTE -
Apesar da sua
reduzida experiência viu-se este homem a braços com vários
feridos dos quais um extremamente grave. Mercê dos conhecimentos
teóricos que possuía de grande força de vontade e sangue frio
conseguiu praticamente sem ajuda prestar todos os socorros
necessários e de forma tão acertada que causou admiração do
Oficial Médico da Unidade e sem duvida contribuiu de forma
decisiva para que o ferido se salvasse . Dotado coragem e noção
de responsabilidade, quando acompanhou o sinistrado á sede do
Batalhão, tendo ouvido novo rebentamento á rectaguarda e temendo
que houvesse mais vitimas, tomou a decisão de fazer seguir o
ferido a regressar até junto dos seus camaradas, não sem que
antes nova mina rebentasse na viatura em que regressava. Revelou
qualidades de abnegação, de desinteresse e de sacrifício
exemplares, mostrando-se sempre digno de ocupar os pontos de
maior risco, pela afirmação constante da reconhecida coragem
moral.
-1º Cabo
–
CARLOS ALBERTO
MIRANDA MENDES
- Distinguiu
pelos seus dotes de serenidade e coragem.
Conhecedor por força de especialidade que tem do perigo que
corria deslocava-se constantemente ao longo do itinerário na
pesquisa de engenhos explosivos. Tal intuição demonstrou que
detectou duas minas reforçadas o que sem dúvida poderá ter
poupado vitimas e prejuízos no material.
- 1º Cabo
–
FERNANDO DE JESUS PINTO
- Tendo participado
voluntariamente na operação e sendo devido ás suas condições
físicas proveniente dos Serviços auxiliares, este 1º Cabo
demonstrou constantemente durante a operação uma notável energia
e capacidade de trabalho acorrendo a todos os locais onde a sua
presença era mais necessária, desempenhando as mais variadas
missões sem olhar ao risco que podia correr ou ao esforço físico
desenvolvido.
Relatório
elaborado na altura por:
Rodrigo Alfredo
Sousa Lobo D’Ávila
Capitão
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