Batalhão  2908

 

Unango - Macaloge - Pauila

 
1970

MOÇAMBIQUE

1972

 
 
 
O Inicio da Confusão  
     
 

COLUNA DE REABASTECIMENTOS A PAUÍLA.

  MACALOGE – PAUÍLA

 Relatório:

 1. - SITUAÇÃO

 - Em 05 ABR 70 saiu de Macaloge a coluna de reabastecimento destinada a C. Caç 2669 de Puíla, escoltada pelo 2º G. de Comb. da C. Caç. 2667 que devia render o destacamento do Rio MOOLA continuando a coluna a ser escoltada a partir daquele Rio por um grupo de Comb. da 2669, o 2º G. de Comb. encontrava-se comandado pelo Senhor Alferes Miliciano Alexandre Medina Correia.

No mesmo dia cerca das 09H30 no cruzamento da picada de MAJOELA ( 3523.1223,B) a segunda viatura da coluna ( BERLIET ) accionou com o rodado esquerdo dianteiro uma mina anti-carro  obrigando a mesma a saltar violentamente, a deslocar-se pelo ar cerca de cinco metros, cair da picada e embater numa árvore. Não houve baixas a registar, havendo estragos materiais.

Em virtude do acontecimento regressou a este aquartelamento o Comandante da escolta com uma das secções dando conhecimento ao comando do B. Caç. do facto mencionado

 – Em 05 12H00 regressou ao local a mesma secção acompanhada pelo Pel. Rec. Inf. e do Excelentíssimo 2º Comandante do Batalhão. Chegado ao local determinou-se que  o Pel. Rec. Inf. batesse o flanco Oeste do itinerário em profundidade de forma a tentar obter informações sobre trilhos ou outros indícios de presença inimiga.

Determinou-se igualmente que o 2º G. Comb.  patrulhasse o itinerário para Norte a partir do local do rebentamento. Em 05 cerca das 17H00 regressou ao Comando o Exmo 2º Comandante com a informação de que o 2º G. Comb. tinha encontrado cerca de um Km a Norte do primeiro incidente 2 pontões dinamitados e completamente destruídos pelo IN.

 2. – MISSÃO

- Após uma reunião do Comando do B. Caç. na noite de 05 decidiu-se que o signatário seguisse para o local de acção na madrugada seguinte acompanhado de uma equipa de desempanagem a fim de assumir o Comando das forças citadas e com missão  dirigir a construção dos dois pontões destruídos de forma a permitir que o 2º G. Comb. continuasse a progressão para o RIO MOOLA e de recuperar para este aquartelamento a viatura minada. Simultaneamente foi dada ordem ao 3º G. Comb. da C. Caç. 2667, estacionada no RIO MOOLA para se deslocar para o Sul a fim de estabelecer contacto com as forças referidas.

3. - EXECUÇÃO

- Em 06 6H00 segui com a secção de desempanagem para a zona de acção onde contactei com a secção do 2º G. Comb. que se encontrava de vigilância á viatura minada.

Após ter ordenado á secção de desempanagem que se ocupasse da recuperação da viatura, avancei para os pontões onde contactei o Pel. Rec. Que se encontrava a proceder á reconstrução. Tendo recebido a informação que o 2º G. Comb. com o respectivo Comandante e ainda o Comandante do Pel. Rec. Tinham avançado com o intuito de picar o itinerário, desloquei-me á frente cerca de um Km tendo estabelecido contacto com aquela força. Daqueles dois Oficiais recebi a informação que tinham sido detectadas naquele local ( 3523,5.1222.5 ) duas minas  (nº2 e nº3 ) PMD ( URSS) reforçadas com diversos petardos de T.N.T. Igualmente me foi dada a informação pelo Comandante do Pel. Rec. que tendo patrulhado a mata até aos contra fortes da SERRA  SANGA, não tinha sido detectado qualquer vestígio Inimigo.

Como a força referida já tivesse tomado a iniciativa de, utilizando o método da corda tentar accionar os referidos engenhos sem sucesso, determinei que os mesmos fossem balizados e que uma Sec. se deslocasse ao Comando do B. Caç. afim de no regresso trazer o equipamento necessário á destruição. Entretanto ordenei que uma secção do 2º G. Comb. que avançasse mais sobre o itinerário, continuando a picar pois era de prever  que o IN tivesse implantado mais minas. Foi também ordenado ao Comandante do Pel. Rec. para recuar até aos pontões referidos e proceder o mais rapidamente possível á sua reconstrução.

( 2 ) – Em 06 16H00 foi estabelecido contacto com o 3º G. Comb. vindo do RIO MOOLA do comando do Senhor Alferes Miliciano Rodrigues Pinto. Como aquele grupo apresentasse um grande desgaste devido á marcha que realizou durante toda á noite e portanto não estivesse em condições de utilização operacional imediata, ordenei-lhe que seguisse para o local do primeiro rebentamento a fim de recuperar fisicamente e montar vigilância á viatura minada, libertando desta forma a Secção do 2º G. Comb. que ali se encontrava. Pelo Senhor Alferes Pinto  fui informado que cerca de 5 km a Norte dos pontões destruídos se encontrava outro pontão dinamitado, mas que a partir daí até ao RIO MOOLA, os outros existentes se encontravam intactos.

( 3 ) – Em 06 17H00 regressou o 2º G. Comb. tendo recebido a informação do Senhor Alferes Correia  que no local de coordenadas ( 3523.1221,5 ) tinha detectado mais uma mina do mesmo tipo (nº 4 ) e que a mesma ao ser retirada com acorda accionou somente a espoleta pelo que aquele Senhor Alferes a levantou.

( 4 ) - Em  06 17H15 tendo sido concluída a reconstrução dos dois pontões, foi feita a transposição até ás proximidades do local onde se encontravam as minas nºs. 2 e 3 pelas duas BERLIETS restantes e respectivas cargas. Anteriormente as minas foram destruídas.

( 5 ) – Em 06 17H30 no local inicial ( junto ao cruzamento da picada para MAJOLELA)

foi accionada pelo atrelado de uma tonelada rebocada por UNIMOG uma mina anti-carro / nº 5 ) dando origem a prejuízos materiais e ainda aos seguintes feridos:

- Soldado nº 09333669 – C. Çaç. 2667 – TORCATO FARIA DE  AZEVEDO – ferimentos graves na perna direita e braço direito.

- Furriel Miliciano C. Caç. 2667 – CARLOS MANUEL MILHO DA CONCEIÇÃO ferimentos aparentemente ligeiros na coluna vertebral junto aos rins.

- Soldado nº 03853969 C. Caç. 2667 JESUINO FREITAS DA SILVA contusão no pé esquerdo.

 TODOS FORAM EVECUADOS.

( 6 ) – Como entretanto estivesse a anoitecer ordenei que o 2º G. Comb. e o Pel. Rec. montassem segurança na zona das minas nºs 2 e 3  ( 3523,5.1222,5 ) e o 3º G. Comb. que procedesse de forma idêntica na zona do primeiro rebentamento. Foram igualmente dadas ordens para que se montasse emboscadas nas imediações dos estacionamentos.

( 7 ) Em 07 7H00 após uma reunião com os Comandantes do 2º G. Comb. e Pel. Rec. decidi que se abrisse o itinerário nos cinco Kilómetros seguintes até á terceira ponte destruída a fim de detectar possíveis minas e reconstruir aquele pontão de forma a permitir a continuação da progressão até ao RIO MOOLA do 2º G. COMB. e das duas Berliets restantes e respectivas cargas. Por isso planeou-se um dispositivo com duas guardas de flanco ( missão de protecção á equipa de picagem e detecção de vestígios inimigos) uma equipa de picagem ( missão de detecção de minas) seguindo das duas BERLIETS e de uma guarda da retaguarda . durante a progressão até á ponte não foram detectadas minas na picagem, tendo a guarda de flanco do lado esquerdo ( OESTE ) detectado os seguintes vestígios:  

- Em ( 3523.1222 ) –tentativa de derrubo mal sucedida , com explosivo de uma árvore de grande porte com a possível finalidade de estabelecer uma abatiz.

- Em ( 3523.1222 ) – no interior da mata, pequeno monte de terra proveniente de buraco para implantação de mina.

(8 ) – Em 07 1200 as guardas de flanco e a secção de picagem atingiram o terceiro pontão destruído, tendo as viaturas parado cerca de 30m á retaguarda. Após a montagem de segurança ordenei que só iniciassem os trabalhos de detecção de possíveis armadilhas nos destroços da ponte e reuni os Oficiais a fim de se decidir a melhor forma de se proceder á reconstrução. Nesta altura fomos surpreendidos por forte explosão junto ás BERLIETS que se encontravam á retaguarda, tendo verificado que o soldado nº 05207669, JOSÈ ANTÒNIO DA MOTA VIEIRA da C. Caç. 2667 que tinha sido transportado numa viatura, ao saltar da mesma para a berma caiu em cheio sobre a mina nº ( 6 ) de que lhe resultaram ferimentos muito graves ( Amputação das duas pernas )

e nos braços. Imediatamente ordenei que se transmitisse a ocorrência pela rádio e se pedisse a evacuação. Como o posto de rádio que até ali tinha funcionado em perfeitas condições se tivesse avariado e como os gritos do ferido afectassem a moral do pessoal, ordenei ao maqueiro que  procedesse aos socorros necessários, tentasse acalmar o ferido com os meios ao seu alcance que o levasse juntamente com uma secção numa BERLIETS ao local do primeiro rebentamento, ali o transferisse para um UNIMOG  a fim de o conduzir a MACALOGE para posterior evacuação.

(9) – Em 7 1400 o 1º Cabo sapador 06260469, CARLOS ALBERTO MIRANDA MENDES detectou uma mina PRD- 6 reforçada ( nº 7 ) a cerca de dois metros da que foi accionada anteriormente. Imediatamente foi destruída.

( 10 ) – Em 07 1500 ouvimos novo rebentamento sobre o itinerário a cerca de um kilómetro e meio a sul do pontão onde nos encontrávamos . Sendo enviada uma patrulha de ligação fui informado que a BERLIET que tinha transportado á rectaguarda , já no regresso tinha accionado nova mina anti-carro (nº 8), sem que houvesse desastres pessoais havendo no entanto prejuízos materiais.

(11 ) – Em virtude da ocorrência anterior decidi que o 2º G. Comb. não poderia continuar o percurso para o RIO MOOLA pelo seguinte:

1- Falta de enfermeiro e material sanitário.

2.- Falta de meios de comunicação.

3 – Das três BERLIETS que transportavam carga encontrarem-se duas minadas e imobilizadas em locais diferentes.

 Pelo que decidi:                

1-   Dar ordem ao 2º G. Comb. para recuar para Sul cerca de 1, 5 km de forma a continuar o maior número possível de viaturas e carga, montar o a segurança e aguardar pelos meios de Transmissões, sanitários e praças de reserva necessários á reparação local, em possível das viaturas, e posterior continuação de cumprimento da missão.

(12) –Em 07 1600 do itinerário até ao local do primeiro rebentamento. Durante a progressão foram detectados próximo da picada ( 3523.1222) vestígios de duas fogueiras sem dúvida de acampamento dos grupos de sabotarem do IN.

(13) – Em 07 1800 chegados ao local do primeiro rebentamento contactamos co o 2º Comandante por quem nos foi entregue novo posto de rádio, material sanitário e respectivo enfermeiro.

(14) – Em 08 700 ordenei ao 3º G. Comb. que se deslocasse para p terceiro pontão a fim de proceder á sua reconstrução e estabelecer contacto com as tropas da C. Caç. 2669 vinda o Rio MOOLA. Entretanto ordenei que se tentasse concentrar todas as viaturas junto ao 2º G. Comb. o que não foi possível devido ao estado das mesmas.

(15) – Em 08 1430 chegou vindo de MACALOGE a equipa de desempanagem a fim de tentar recuperar as viaturas. Como a terceira BERLIET, única que não tinha sido minada estivesse avariado junto ao 2º G. Comb. dei-lhe ordem para ali se deslocasse e tentar recupera-lo.

(16) – Em  08 1500 foi detectada nova mina PMC – 6 reforçada (nº9) a 10 metros do primeiro rebentamento ( entrada da picada da MAJOLELA ) pelo 1º cabo sapador nº 06260469. CARLOS ALBERTO MIRANDA MENDES. Imediatamente foi destruída.

(17) – Em 08 1530 sou informado pelo Senhor Oficial  Correia que junto do seu grupo, quando se pretendia rebocar a BERLIET mencionada em (15) e quando o 1º Cabo nº 15157769,  JOAQUIM  RIBEIRO  PINTO da C. Caç. 2667, contornava a referida viatura pela berma da picada accionou uma mina anti – pessoal  (10) de que lhe resultou ferimentos graves ( perna esquerda amputada ) . Dei ordem imediata para a sua evacuação.

(18) – Em 09 1000 como se tornasse impossível fazer avançar as viaturas  (informação da secção de desempanagem) e parecendo que a única solução a tentar, embora difícil fosse tentar rebocar as viaturas para MACALOGE, recebi do Comando do B. Caç. autorização para tomar a seguinte decisão, anteriormente proposta:

1 – dar ordem ao 3º G. Comb. para regressar após ter cumprido a missão de reconstruir a ponte e de estabelecer contacto com a CC 2669.

2 – dar ordem ao 2º G. Comb. para continuar a guarda a toda a carga e viaturas irrecuperáveis. Essa carga seria posteriormente transportada pela tropa de PAUÌLA  ( se este tivesse meios para isso ) ou pelas viaturas deste B. Caç. depois de recuperadas.

3 – Tentar rebocar as viaturas para MACALOGE com auxilio da equipa de desempanagem e do Pel. Rec.

( 19) – Em 09 1600 regressamos a este Comando com as viaturas minadas tendo ainda executado um patrulhamento sobre o flanco ESTE do itinerário.

(20) – Em 09 1900 regressaram a este Comando o 2º G. Comb. com as restantes viaturas após terem feito o transbordo da carga para viaturas da C. C. 2669, que seguiram para a sua base, tendo-se conseguido desta forma atingir o objectivo.

   4. – ESTADO DAS UNIDADES

Sendo a abertura do itinerário minado uma das operações mais cansativas no as pecto psicológico e considerando que a tropa interveniente se encontra em Sector há menos de um mês, considero que o comportamento do pessoal quer no aspecto de moral e de disciplina  quer ainda no de eficiência para combate foi BOM.

É ainda de assinalar que e as tropas se mantiveram cinco dias em operações, sempre as ração de combate e que aliado ao desgaste físico e psicológico provocado pelas reconstruções de pontões, patrulhas e rebentamentos de engenhos explosivos nas diversa direcções com vários feridos graves não representa as condições ideais para uma atmosfera de excelente disposição. Julga no entanto que o comportamento da tropa, nestas condições constitui um factor altamente positivo.

(5) – Pelo que me foi dado a observar, concluo:

1º - Que o IN deve ter abordado o itinerário por OESTE, fazendo-se aproximar de mesmo possivelmente por locais diferentes para cada individuo com a finalidade de evitar trilhos.

2º - Que o IN deve ter tido a finalidade de evitar a todo o custo o reabastecimento de PAUÍLA ou ainda o objectivo de desviar as atenções de qualquer outra acção para ele mais importante. Em qualquer dos casos é claro que pretendeu conseguir estragos materiais e possível mente desmoralizar uma tropa recém – chegada da Metrópole

3º - Que o grupo IN entre sabotadores  , elementos de segurança e carregadores era necessariamente grande pela quantidade de material empregado.

4º - que a acção inimiga no que diz respeito a planeamento e execução parece ter sido rápida e perfeita.

5º - que os especialistas de sabotagem do IN são bem treinados como prova a quase total destruição com explosivos dos pontões e a excelente técnica de implantação de minas . A este respeito cumpre-me dizer que a maior parte das minas foram implantadas em terreno bastante duro o que causa dificuldades á detecção por picagem.

 - COMPORTAMENTO DO PESSOAL

Conforme já foi dito todo o pessoal, Oficiais, Sargentos e Praças se comportou de forma excelente, demonstrando calma, sangue frio e procurando sempre cumprir as missões que lhe foram confiadas prontas e completamente. Devo no entanto distinguir especialmente:

 - ALFERES MILº.- ALEXANDRE MEDINA CORREIA  - Oficial calmo, ponderado e possuidor de elevado prestigio entre o pessoal da sua companhia, conduziu o G. de Comb. que comanda de forma excelente. Dotado de coragem e sangue frio deu permanentemente o exemplo colocando-se sempre na posição de maior risco, nomeadamente junto das suas equipas de picagem.

 - ALFERES MILIº. - MANUEL DA COSTA PINTO HESPANHOLda mesma forma que o seu camarada foi um excelente auxiliar do Comando. Distinguiu-se pela forma como cumpriu as missões que lhe foram confiadas e pela preocupação que permanentemente demonstrou de dar o exemplo ao seu G. Comb. sem olhar a riscos ou incomodidades.

 - 1º CABO . -  ANTÓNIO AUGUSTO TEIXEIRA GONÇALVES -  Elemento extraordinariamente desembaraçado e de inesgotável energia constituiu sem duvida um dos pilares desta operação em que participou voluntariamente . Quando os engenhos explosivos implantados pelo IN rebentavam em várias direcções, o 1º Cabo Gonçalves desprezando o perigo que corria e numa admirável demonstração de vontade, deslocava-se ao longo da picada desatolando viaturas e desempenhando conforme as circunstâncias qualquer missão, nomeadamente de electricista, mecânico ou condutor auto. Revelou qualidade de abnegação, de desinteresse e de sacrifício exemplares, mostrando-se sempre digno de ocupar os postos de maior risco, pela afirmação constante da reconhecida coragem.

 - SOLDADO MAQUEIRO – ANTÓNIO MONTEIRO VALENTE -  Apesar da sua reduzida experiência viu-se este homem a braços com vários feridos dos quais um extremamente grave. Mercê dos conhecimentos teóricos que possuía de grande força de vontade e sangue frio conseguiu praticamente sem ajuda prestar todos os socorros necessários e de forma tão acertada que causou admiração do Oficial Médico da Unidade e sem duvida contribuiu de forma decisiva para que o ferido se salvasse . Dotado coragem e noção de responsabilidade, quando acompanhou o sinistrado á sede do Batalhão, tendo ouvido novo rebentamento á rectaguarda e temendo que houvesse mais vitimas, tomou a decisão de fazer seguir o ferido a regressar até junto dos seus camaradas, não sem que antes nova mina rebentasse na viatura em que regressava. Revelou qualidades de abnegação, de desinteresse e de sacrifício exemplares, mostrando-se sempre digno de ocupar os pontos de maior risco, pela afirmação constante da reconhecida coragem moral.

 -1º Cabo CARLOS ALBERTO MIRANDA MENDES  - Distinguiu  pelos seus dotes de serenidade e coragem. Conhecedor por força de especialidade que tem do perigo que corria deslocava-se constantemente ao longo do itinerário na pesquisa de engenhos explosivos. Tal intuição demonstrou que detectou duas minas reforçadas o que sem dúvida poderá ter poupado vitimas e prejuízos no material.

 - 1º Cabo FERNANDO DE JESUS PINTO  -  Tendo participado voluntariamente na operação e sendo devido ás suas condições físicas proveniente dos Serviços auxiliares, este 1º Cabo demonstrou constantemente durante a operação uma notável energia e capacidade de trabalho acorrendo a todos os locais onde a sua presença era mais necessária, desempenhando as mais variadas missões sem olhar ao risco que podia correr ou ao esforço físico desenvolvido.

 Relatório elaborado na altura  por:

 Rodrigo Alfredo Sousa Lobo D’Ávila

                       Capitão     

 

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Actividades durante  O 1º e 2º Trimestre 70