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Picagem e itinerários
No caso
de serem as minas a principal ameaça, a situação
complicava-se e, de modo geral, a unidade organizava-se
do seguinte modo: um grupo de «picadores» seguia á
frente da coluna, a pé procurando detectar as minas com
uma fina vara de aço a «pica», ou, mais raramente, com
detectores de minas, grupo que era, por vezes, protegido
por outro que seguia nos flancos, de modo a evitar que
esses homens sofressem ataque directo. Atrás dos
«picadores» e das guardas avançadas ou de flanco, ia uma
viatura rebenta-minas, normalmente pesada, a barliet,
carregada com sacos de terra sobre as rodas e no
compartimento do condutor e no de carga. A coluna seguia
então á velocidade dos que picavam as minas, procurando
cada viatura não se afastar do rasto deixado pela que a
precedia, de modo a diminuir os riscos de explosão de
minas.
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Reconhecimento do
itenerário |
Para aumentar a velocidade ou
evitar zonas que se sabia serem de maior risco, as
unidades procuravam, por vezes, avançar a corta –mato,
enfrentando neste caso outro tipo de obstáculos e de
riscos.
AS
ACÇÕES de contraguerrilha exigem movimentos constantes
ás forças regulares para executar operações, abastecer
as unidades e as populações, assegurar a actividade
económica e exercer o poder efectivo. A utilização das
vias de comunicação era, por isso vital para essas
forças e, sabendo-o a guerrilha procurou nega-la, ou, no
mínimo, dificulta-la tanto quanto possível.
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Picagem com detectores |
A
dificuldade das tropas regulares em garantir o trânsito
num dado itinerário resultava da facilidade com que a
guerrilha neles podia levar a efeito emboscadas e acções
de flagelação e da vulnerabilidade das colunas,
nomeadamente quando os terrenos que percorriam eram
cobertos por vegetação, muito ravinados e com mau piso.
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Picagem com vara de aço |
A
melhoria da segurança na utilização dos itinerários
conseguia-se através do estabelecimento de uma defesa
fixa em alguns pontos vitais – pontes, vaus,
desfiladeiros – da vigilância móvel realizada por
patrulhas e, principalmente por escoltas fornecidas ás
colunas. Para estas escoltas, era conveniente dispor de
viaturas blindadas, situação pouco frequente dada a sua
escassez, que foi minimizada improvisando protecções
contra o efeito das minas, o que deu origem a que
surgissem os «rebenta-minas».
A abertura de itinerários foi, a
operação mais comum da guerra, tendo as forças
portuguesas sofrido elevado número de baixas e enorme
desgaste de material.
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