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A sequência
de fotografias que se apresenta revela pormenores
dramáticos de uma das muitas vezes em que o azar bateu á
porta de um militar. A unidade de combate progredia na
mata.

Tinham saído
há dois dias para a floresta. O terreno estava coberto
do pó fino provocado pelas queimadas e pela falta de
água, que rapidamente cobria os vestígios de pegadas. A
paisagem era monotonamente igual; os lábios brancos com
a sede, apesar de haver grandes quantidades de água em
cantis de plástico; e os mosquitos morriam presos ao
suor, entrando pelo nariz e pela boca. De repente, uma
explosão.

A mina
antipessoal esfacelara o pé e a perna direita do
militar. Foi preciso ministrar-lhe os primeiros socorros
– garrote na coxa e compressas nos ossos, tendões e
músculos dilacerados. As compressas rapidamente se
tornaram vermelhas de sangue. Foi necessário dar-lhe
soro e evitar que entrasse em choque.

Deitado no
trilho, os outros homens montaram segurança em redor.
Limpou-se-lhe o rosto e molharam-se-lhe os lábios com
água. O enfermeiro preparou uma injecção de vitamina K,
um anticoagulante, e outra de morfina, embora o ferido
ainda não sentisse dores, apenas um vazio cheio de
zumbidos na cabeça.

Foi pedida a
evacuação para a base e preparou-se o local de aterragem
para o helicóptero. Transportou-se o militar numa maca
improvisada e os outros sentiram-se mais aliviados
quando o aparelho se elevou no ar, levando a bordo o
ferido.A unidade retomou a marcha, com mais cuidado,
porque a sua presença já fora denunciada pelo estrondo
da mina e a presença do helicóptero. Outro homem seguia
no lugar daquele que acabava de ser atingido...
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