Batalhão  2908

 

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A Voz da Revolução / FRELIMO
 

 Prestação de socorro a um ferido!

 
 

A sequência de fotografias que se apresenta revela pormenores dramáticos de uma das muitas vezes em que o azar bateu á porta de um militar. A unidade de combate progredia na mata.

Tinham saído há dois dias para a floresta. O terreno estava coberto do pó fino provocado pelas queimadas e pela falta de água, que rapidamente cobria os vestígios de pegadas. A paisagem era monotonamente igual; os lábios brancos com a sede, apesar de haver grandes quantidades de água em cantis de plástico; e os mosquitos morriam presos ao suor, entrando pelo nariz e pela boca. De repente, uma explosão.

 A mina antipessoal esfacelara o pé e a perna direita do militar. Foi preciso ministrar-lhe os primeiros socorros – garrote na coxa e compressas nos ossos, tendões e músculos dilacerados. As compressas rapidamente se tornaram vermelhas de sangue. Foi necessário dar-lhe soro e evitar que entrasse em choque.

Deitado no trilho, os outros homens montaram segurança em redor. Limpou-se-lhe o rosto e molharam-se-lhe os lábios com água. O enfermeiro preparou uma injecção de vitamina K, um anticoagulante, e outra de morfina, embora o ferido ainda não sentisse dores, apenas um vazio cheio de zumbidos na cabeça.

Foi pedida a evacuação para a base e preparou-se o local de aterragem para o helicóptero. Transportou-se o militar numa maca improvisada e os outros sentiram-se mais aliviados quando o aparelho se elevou no ar, levando a bordo o ferido.A unidade retomou a marcha, com mais cuidado, porque a sua presença já fora denunciada pelo estrondo da mina e a presença do helicóptero. Outro homem seguia no lugar daquele que acabava de ser atingido...