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MORTE E
DOR
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Placa de Identificação em caso de Morte ou
Ferimento |
Como se procedia em caso
de MORTOS OU FERIDOS
A partir do
momento em que um militar português era ferido ou morto
num ponto perdido do mapa de África, desencadeava-se
longo processo, que se iniciava ao pé dos seus
companheiros e terminava junto da família.

Os mortos Em
combate, nos primeiros anos da guerra, eram enterrados
nos cemitérios organizados pelas unidades militares nas
localidades onde tinham as suas bases. Alguns foram
mesmo enterrados na floresta, nos locais onde morreram,
por não ser possível transportar os seus corpos até às
sedes das unidades.
Não se
transportavam mortos em helicóptero, pois os poucos que
havia podiam ser necessários para evacuar feridos.
Quanto ao transporte dos corpos para a metrópole, nos
primeiros anos, ele devia ser pago pelos familiares,
situação que foi mais tarde alterada.

Na
metrópole, a família era informada da morte por
telegrama, sendo-lhe comunicada a forma de tratar dos
assuntos a partir desse momento, enquanto na unidade do
morto era obrigatório fazer o arrolamento dos seus
pertences individuais, a fim de os enviar á família, e
preencher um relatório sumário com as circunstâncias da
morte.
Os feridos
Eram habitualmente
evacuados de helicóptero ou de viatura para a unidade do
serviço de saúde mais perto, um posto de socorros ou uma
enfermaria de sector, onde recebiam os primeiros
tratamentos. Neste primeiro nível pretendia-se, antes de
mais, manter o ferido vivo e em condições de ser tratado
num hospital, se fosse caso disso.

O sistema de evacuação
sanitário passava depois pelos hospitais militares
existentes em cada um dos terrenos e podia terminar no
hospital Militar Principal, em Lisboa. Os feridos com
necessidade de tratamentos de recuperação eram,
posteriormente, transferidos para o Centro de
Recuperação do Alcoitão ou para o Hospital de Hamburgo,
ao abrigo do acordo estabelecido entre Portugal e a
Alemanha no âmbito das facilidades concedidas pelo uso
da Base Aérea de Beja.
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